
Potifar de Toga — Parte IV: Medidas protetivas, contraditório e poder cautelar
A tutela protetiva pode ser urgente sem constituir condenação. O risco exige proteção; a restrição exige fundamentos, contraditório e revisão.
↗

Trago à baila o que a advocacia me mostra: artigos para quem precisa entender um problema e ensaios para quem gosta de discuti-lo.
Com a indevida vênia, e por amor ao debate.
Com a indevida vênia aos que esperam de todo texto jurídico uma petição, este espaço não pede deferimento.
A prática da advocacia põe diante dos olhos questões que os próprios autos nem sempre alcançam. Aqui cabem o estudo da legislação e da jurisprudência, a análise técnica e a escrita que procura compreender o que permanece em disputa.
A lei, salvo engano, não esgota o Direito. Entre a letra da norma e a experiência humana há um terreno contraditório, em que a interpretação se faz necessária e a dúvida pode ser mais honesta que a certeza.
Nem todo texto pretende convencer. Alguns esclarecem; outros questionam o que parecia resolvido. A palavra também assume a voz do protesto e da reflexão que não encontrou lugar na linguagem dos tribunais.
Este é o espaço da liberdade intelectual de quem exerce a advocacia, com a independência de quem pensa e a responsabilidade de quem assina. O advogado não deixa de ser cidadão, leitor ou escritor quando encerra o expediente.
Por amor ao debate, escrevo. E, quando necessário, discordo, inclusive daquilo que eu mesmo já sustentei.
Afinal, o pensamento que se recusa a ser revisto corre o risco de se tornar apenas mais uma sentença transitada em julgado.
Sem prejuízo do juízo. Inclusive do meu.
William Frezze
Depois de anos numa limitada, um sócio comunica que deseja sair. Recebe proposta baseada no caixa do mês anterior; os demais querem usar valor de dois anos depois, quando uma grande obra elevou o faturamento. O problema central é definir a
Ler artigo
3 publicações

A tutela protetiva pode ser urgente sem constituir condenação. O risco exige proteção; a restrição exige fundamentos, contraditório e revisão.
↗
Álvaro Borba, Zara e a Lei 15.392/2026: uma crítica aos limites das medidas protetivas, da violência psicológica e do silêncio imposto judicialmente.
↗
Uma mulher relata meses de ameaças veladas, isolamento de amigos, vigilância do telefone e humilhações sistemáticas. Ela não procurou psicólogo durante o relacionamento, mas preservou mensagens, contou os fatos a colegas e apresenta mudanças documentadas em sua rotina. O investigado afirma que nenhuma lesão foi demonstrada por exame de corpo de delito. Em outro caso, existe um laudo psicológico elaborado depois da separação, baseado apenas no rel
↗Nenhuma publicação encontrada. Tente outro termo ou selecione “Todos”.
Algumas questões exigem mais espaço do que um único artigo permite. Cada série desenvolve um tema em partes complementares, aprofundando seus fundamentos e as relações entre diferentes áreas do Direito.
Parte I
Parte II
Parte III